Dark Angel
Escuridão. É nela que a minha alma e espírito se encontram, da forma mais profunda, numa relação tão doce que ultrapassa o limite de um desejo obscuro.
Desejo esse, na minha escuridão, que percorre sem
limites nas minhas veias, que se leva como traição, eu lamento de coração, por mais negro que seja e por cada batimento sem conseguir controlar, porque
nem o suspiro nem o vento o levam.
Se sei controlar? Eu tento, mas nem sempre ganho. Eles
levam-me, levam-me sem limites e sem piedade por mais que peça para ficar. Eles
sentem que falta algo em mim, algo que não me conseguem dar. E se eu amo a
escuridão? Eu amo, amo porque ela completa-me, completa-me com ou sem dor, por
mais que isso me deprima. Sinto um vazio dentro de mim que ela tenta tirar, mas a dificuldade que vai dentro de mim ela não consegue levar por completo. Por
mais que ela me peça, por mais que a escuridão não saia dentro de mim, eu
lamento, lamento tudo o que me rodeia, tudo que tentam fazer brilhar, mas o que
brilha é a escuridão do meu interior. Por mais felicidade que saia de dentro de
mim, e eu gosto, há uma parte que o meu anjo negro se junta e o meu interior
fica dividido entre os dois, tornando-se um peso na minha cabeça, fazendo com que
ela fique dividida entre a escuridão e a parte onde ela não o quer.
Uma coisa que a minha alma deixa, é dizer-me que levarei
isto dentro de mim em que circunstância seja. Mesmo que o meu Anjo Negro esteja
adormecido, ele vai estar lá sempre comigo.

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